Diamants sur Canapé
quarta-feira, outubro 27, 2004
Darling, Amei!! Só vocź mesmo para conseguir emocionar uma apįtica... Saiba que Madame, mesmo "bźbada" de toda vida, luz, sensaēões, cores, sons, e «novidades do Velho Mundo», consegue recobrar por muitas vezes os sentidos... Lembrando da sua torre(na qual podia dar uma "espiada" ao Teatro e tantas vezes ao rio quando bem entendesse)... Lembra, que agora nćo mais, pode sentar perante os raios dourados de um sol sufocante, nos bancos do Paēo e ver o Senhor de gravatas que toda tarde alimenta suas pombas... Que o seu "Mar Dulce" foi trocado por outro salgado gélido e distante... Que nćo mais pode escutar o barulho quase enlouquecido, mas libertador de uma avenida cheia de pressa, que nunca descansa... e o som dos sinos das Igrejas quando o dia vira noite... Lembra da distāncia que a separa de pessoas muito queridas... Mas,acaba por recobrar, que para sentir falta de tudo isso... ela precisou vir para longe... se encharcar de outras chuvas... de sentir novas estaēões... Ela precisa da distancia pra sentir SAUDADES e assim descobrir uma velha e desconhecida paixćo... foi preciso Madame «dar um tempo» no seu relacionamento com a Vila de Taipa... para ambas darem-se "os devidos valores"... Uma fuga necessįria... Merci NOBRE Lineu Roitman,por fazer uma pobre Madame lembrar que algumas sensaēões sćo śnica...e insubstituķveis. ( este post vai de agradecimento pelo POST ABAIXO QUE FOI TIRADO DO blog "www.parafernaliacabocla.zip.net") "Post para Madame Holly Golightly e Toda a comunidade romāntica de Portugal e colōnias Bźbado de completo, Trōpego, entorpecido, Lineu, Do alto de uma torre, Observa a larga via E o rio-oceano. Pergunta-se: que estaēćo seria aquela? Do Hi-Fi, a fadista grita A saudade e a chuva. Bźbado de completo. Nada da bagaceira da costa da Caparica, nem do vinho, o Senhor Vinho, da Casa de Maria da Fé. Muito menos de um bom continental (ah os continentais da Brasileira do Chiado!). Quisera ele que fosse da boa sangria do ?Portas Largas?, na melhor companhia de Eurico, o mais brasileiro coraēćo entre os portugueses do torrćo. Bźbado, e de completo, sim, da luz do sol e de vida. Trōpego, entorpecido. Enebriado pela felicidade, trōpego de cansaēo, de constatar que o sonho se tornara verdade. E que ao invés de deitar, para sonhar, dever-se-ia erguer, para receber, por fim, a oferta da vida. Do alto de uma torre. Nćo a de Belém. Nem de nenhuma clausula. A torre que lhe serve de morada, ao lado de um certo teatro, que nćo o Coliseu dos Teatros, mas o empavonado Amazonas. Observa a larga via. Quem dera a dos Libertadores! Quiēį a do Ouro, ou a da Prata! Ela tem outro nome, o de Eduardo, o Libertador e Pensador, Ribeiro. E o rio-oceano. Seria o Tejo a se misturar oniricamente com o Atlāntico? Respondem as sereias de įguas doces: - É o senhor Negro, com seu sangue azul marinho, antes de seu coito, para perfilhar o Amazonas. Pergunta-se: que estaēćo seria aquela? Diante do absoluto sol equatorial, nćo existem estaēões, como inverno, outono ou verćo. Resta-lhe apenas a primavera da vida, com o desabrochar do Amor. Do Hi-Fi, a fadista grita Seria Amįlia? Nćo, muito tradicional. Nem Mķzia, nem a doce Dulce. Se nćo sćo da Terra- Mće, viriam da colōnia? Fafį é por demais enfadonha. La Miranda até poderia ser. Mas esta é Mariza, a moēambicana, que vem de outra longķqua colōnia. A saudade e a chuva. Tolos os tradutores do mundo das letras: Consideram a «saudade» a sétima palavra mais difķcil de traduzir, de todas as lķnguas do mundo. Ora pois que saudade nćo se explica, sente-se. Mesmo que seja de alguém que próximo estį, mas que em definitivo ainda hį de vir. escrito por Caboclo Doido
::Por: Madame Holly Golightly | 8:28 PM :: |